O Haiti precisa de toda a atenção que está tendo na mídia e fora dela.
Precisa mesmo!

A situação por lá é catastrófica. Falta água e comida, energia elétrica, abrigo, remédios... ligo a TV agora (19h de ontem) vejo pessoas que receberam água e comida sendo saqueadas por gangues. Um dos correspondentes da CNN largou a câmera para ajudar um menino com um corte na cabeça que vertia sangue sem parar.

As previsões apontam para a possibilidade do número de mortos chegar em 200.000 - segundo o canal ABC News. Milhares já morreram, entre eles, 19 até agora foram identificados como brasileiros.

No jornal "O Globo", Marina, de 9 anos, que perdeu o pai, o major Franscisco Adolfo Viana Martins Filho no Haiti, pergunta como pode Deus ter permitido que seu pai morresse.

Em outro canal de notícias, também ontem, vi o relato de um pai que não conseguiu segurar a filha e a perdeu para as fortes correntes da enchente em São Paulo, onde as chuvas já mataram 48 pessoas (o dobro do verão passado segundo a Folha), os prejuízos já foram estimados em no mínimo 40 milhões.

Cerca de 32 prefeitos no Rio Grande do Sul já decretaram situação de emergência de acordo com a "Gazeta do Povo". São mais de 22 mil pessoas desalojadas e até agora 7 mortos.

Só sete?
Nem se compara a São Paulo (48) e muito menos ao Haiti (centenas de milhares)!


Escrevi segunda-feira aqui no blog sobre o que considerei uma falta de sensibilidade da mídia e do governo federal ao dar mais atenção ao Haiti do que às calamidades internas e bem reais que muitos brasileiros estão passando em diversos estados por causa da chuva.

Aceito que pessoas entendam meu texto como insensibilidade.
Talvez eu não tenha me expressado bem, mas minha intenção nunca foi comparar tragédias e calamides. Muito pelo contrário.

Como cristão acredito que não podemos comparar morte com mortes, e vice-versa.

Não acho que posso dizer ao pai cuja filha foi levada de suas mãos pelas correntezas que sua tragédia tem menos importância que a do menino haitiano socorrido pelo repórter da CNN. Sequer diria que são iguais. Não acho justo aplicar qualquer valor às tragédias.

O problema para mim é uma questão de sensibilidade, sim: no juízo de valor que diz que tragédias podem ser quantificadas, comparadas, e então eleitas como mais importantes que outras.

Não acredito em comparação de tragédias - nem com Escala Richter. E tudo que pedi ao falar da "Tragédia Internacional que dá mais IBOPE" é um pouco mais de pressa do governo federal na atenção às calamidades internas do Brasil.


Talvez isso tudo faça apenas parte da nossa situação complicada em que o pecado comprometeu nosso juízo e senso de justiça. Quem sabe a falta de juízo e senso de justiça esteja em mim ao manter essa opinião e defendê-la. Se for, que os amigos que aparecem por aqui possam me perdoar, e que Deus, em sua misericórdia, cure minha possível cegueira e me dê uma nova visão do mundo - que é o que eu busco fazer aqui nessa oração final.

Mas, por hora, não quero comparar tragédias.
Quero atenção e sensibilização da população na mídia para todas elas. É só o que peço.

O que choca nesta tragédia do Haiti é a dimensão. Dezenas de milhares de mortos, cidades inteiras arrasadas, um mundo de gente em condições miseráveis e caóticas, enfim, uma catástrofe de proporções inimagináveis que causa perplexidade. Também o efeito mundial – são 23 países junto com o Brasil que contabilizam mortos e desaparecidos. Este é o ingrediente que chama a atenção: é uma tragédia titânica e global. Parecida com o atentado contra as Torres Gêmeas que matou gente de 60 países. Só que ali foi no coração da riqueza enquanto que nesta ilha caribenha no coração da pobreza.

Mas o Haiti logo estará esquecido. Afinal, a vida continua. E a morte também. Cada qual preocupado com o seu terremoto, com a sua sobrevivência. É claro, com exceções. Existem Zildas Arns, soldados da ONU, voluntários. Pois neste mundo há duas realidades conflagradas, algo parecido com o que acontece ali mesmo no Haiti. Cerca de cem quilômetros da zona devastada, na costa norte haitiana, luxuosos transatlânticos atracam em praias paradisíacas, com turistas comendo do bom e do melhor, enquanto sobreviventes brigam por água e comida em meio aos escombros. Mas, pensando bem, qual a diferença de cem ou dez mil quilômetros? A maioria de nós não está de férias, na beira de uma praia, comendo e bebendo? Ou protegido numa “barca de Noé” longe de qualquer tragédia, enquanto muita gente padece bem ao lado? Na verdade, o Haiti está em todo lugar e bem próximo de cada um, neste mundo que treme e sofre. O que se pode fazer?

Jesus disse o que pode ser feito na parábola do bom samaritano (Lucas 10.25-37). Diz a história que enquanto o sacerdote e o levita – pessoas de religião, mas sem a prática do amor – evitaram um moribundo que tinha sido assaltado, o samaritano acudiu-o gastando tempo e dinheiro. “Pois vá e faça a mesma coisa”, respondeu Jesus a um fariseu que precisava ouvir esta história. Pois no caminho de cada um cruzam pessoas soterradas e que necessitam urgentemente de resgate. Não podemos reconstruir a vida delas nem salvar o mundo. Mas podemos retirar algumas pedras e oferecer o mínimo de ajuda.

E se nestas horas ainda surge arrogância de que é castigo, ou blasfêmias contra a justiça divina, cabe ouvir o que escreve o mesmo evangelista. Pessoas chegaram a Jesus com “santa” satisfação comentando uma tragédia. O Salvador foi enérgico: “ – Vocês pensam que, se aqueles galileus foram mortos desse jeito, isso quer dizer que eles pecaram mais do que os outros galileus? De modo nenhum! Eu afirmo a vocês que, se não se arrependerem dos seus pecados, todos vocês vão morrer como eles morreram” (Lucas 13.2,3). Sem comentários!

Catástrofes irão acontecer enquanto o mundo será mundo. E ninguém está livre. Se não estivermos sob os escombros, que tenhamos o sentimento de compaixão e de responsabilidade. E a decisão de socorrer.

Marcos Schmidt

pastor luterano

marsch@terra.com.br

(artigo publicado no jornal Novo Hamburgo)

A mídia nacional anda dando pouco destaque à tragédia do Rio Grande do Sul e Santa Catarina causada pelas chuvas e enchentes.

Meus preconceitos me dizem que é um problema de "sensibilidade no medidor de IBOPE". Como se pensassem assim: "depois do que aconteceu em Santa Catarina em 2008, chega de divulgar grandes tragédias nacionais. Precisamos de uma tragédia internacional para dar mais audiência."

Na falta de uma boa cobertura nacional, muitos estão mais preocupados e solidários com a calamidade haitiana, e se esqueceram completamente de seus irmãos brasileiros. Até mesmo o governo federal se apressou em enviar 15 milhões para o Haiti mas deixou o RS e SC para 5 de fevereiro.

Por esse motivo, resolvi reproduzir aqui parte da Coluna Ana Amélia Lemos da Zero Hora de hoje (dia 18 de janeiro):

"
Os flagelados dos recentes temporais no Rio Grande do Sul esperam do governo federal a mesma agilidade observada no socorro financeiro às vítimas do terremoto no Haiti. O Brasil foi o primeiro país a oficializar uma ajuda de US$ 15 milhões, superior ao auxílio concedido pela Inglaterra que anunciou doação de US$ 10 milhões. Todos somos solidários com a tragédia do Haiti, mas também precisamos pensar que centenas de famílias gaúchas perderam, em poucas horas, o patrimônio construído ao longo de uma vida de trabalho e sacrifício. Muitas famílias foram dilaceradas pelas mortes ocorridas em Agudo. É justo, portanto, que nesta semana o governo federal tenha respostas mais objetivas em relação ao socorro financeiro às vítimas dos temporais na região Sul."

("Coluna Ana Amélia Lemos",
artigo "Pressa dos Flagelados",
conforme publicado em
betoalbuquerque.com.br)



Recebi hoje uma revista com essa frase no título afirmando que fazer o bem faz bem. E eu acho que essa é uma idéia complicada de se combater mas muitas vezes eu tenho vontade de dizer: parem de se sentir bem as custas dos outros!

Nós ouvimos e lemos ao longo dos cinco anos de fome29 muitos depoimentos dentro dessa mesma linha: "foi tão bom fazer o bem!"; "me fez muito bem!"; "adorei ajudar e me senti muito melhor!"

Parem de se sentir bem as custas dos outros!

Embora não seja errado sentir-se bem, me parece que estamos precisando de uma virada nesse tipo de incentivo. Precisamos começar a pensar mais em fazer o bem simplesmente por ser certo, por ser correto, por ser ético, por termos o bem dentro de nós, por conhecermos o bem...

... e é claro que penso aqui nos meus irmãos cristãos em especial pois sei que estes não tem motivo maior para se sentirem bem do que a certeza da salvação que receberam de Deus através da fé. Como cristãos, agimos e fazemos o bem porque já recebemos o bem maior da salvação. Fomos resgatados da beira da estrada pelo grande "Bom Samaritano", nossas feridas foram saradas e agora podemos estender a mão ao nosso próximo e seguimos fazendo assim mesmo quando não estamos nos sentindo tão bem assim; mesmo quando ajudar exige de nós "sacrifícios".

Então que tal parar com essa história de fazer o bem para se sentir bem e começar a fazer o bem simplesmente porque isso é certo?!

Feliz Aniversário Jesus!

Mais um ano terminando e junto com dezembro vem toda essa correria desenfreada de compras, comidas, encontros mil... e nada disso tem problema, desde que a gente consiga, no meio de todo tumulto, lembrar o motivo da festa: Jesus nasceu para nos livrar da morte eterna. Ele deixou toda sua glória e viveu como um humano. Tu-do por você.


Desejamos a todos nossos amigos um ótimo Natal e um 2010 cheio de bênçãos de Deus!

Até 2010!

Carol e Rahel

Que tal uma palestra sobre o aquecimento global?
E o que isso tudo tem a ver com as religiões espiritualizantes?

O próprio pastor Martinho Rennecke explica:


"Nos dias 19 a 21 de abril/2008, 350 jovens da JELC, Juventude Catarinense, se reuniram numa das praias de São Francisco do Sul, SC. Realizamos uma Oficina sobre o PMac para líderes de uujj. Também palestramos sobre Aquecimento Global e Aquecendo Corações, com o título “Planeta Água – Jardim de Deus” . Foram abordadas a criação de Deus e sua benção sobre o planeta, dada a Noé após o Dilúvio; a unidade entre o planeta, os homens e a nova criação futura; e desvalorização da matéria por religiões espiritualizantes; a irresponsabilidade humana, o degelo dos pólos, a questão da Amazônia, o juízo divino previsto no Apocalipse; a restauração proposta por Jesus, arrependimento da humanidade e algumas atitudes de mudança em relação a ecologia. Aquecimento Global x Aquecendo Corações. Encerramos a palestra com um grande abraço ao mar, de quase meio Km, com 350 jovens gritando de mãos dadas a primeira frase do Credo Apostólico (foto).



Abraços a todos.

Rev. Martinho Rennecke

Pastor Assistente da JELB para o Projeto Macedônia."


Ficou interessado?
Faça contato com o pastor Martinho através do site do Projeto Macedônia.


CRACK NEM PENSAR

Vejam quanta coisa legal e quanto material sua UJ ou grupo pode usar ao se unir a campanha CRACK NEM PENSAR. Abaixo, o texto que se encontra no blog:

Para que a campanha contra o crack tenha efeito, sua adesão é fundamental. Promova eventos na sua comunidade, na sua escola, na sua cidade! Use o material disponível no site Crack, Nem Pensar para confeccionar materiais de prevenção às droga e depois divulgue neste blog a sua mobilização.

Quantos outros luteranos podemos ter unidos nessa campanha seguindo o exemplo do Distrito Pioneiro conforme divulgamos aqui no blog.

Conheça a campanha, o site, o mateiral e participe.
EXPLORE OS LINKS DESSE TEXTO.